Quem acompanha alguém em recuperação de um AVC, convivendo com Parkinson ou com sequela de uma lesão neurológica costuma ouvir a mesma orientação: manter o movimento. O difícil é como, quando cada passo exige esforço, o equilíbrio está instável e o medo de cair limita tudo o que se tenta fazer em solo.
É nesse ponto que a água entra no tratamento. Não como substituta da fisioterapia em solo, mas como um ambiente que permite treinar coisas que ainda não são possíveis fora dela.
Esse trabalho é chamado de fisioterapia aquática neurológica, e também aparece com o nome de hidroterapia neurológica. São o mesmo tratamento: fisioterapia conduzida dentro da piscina, com objetivo definido a partir de uma avaliação.
Dentro da piscina, o empuxo reduz boa parte do peso que o corpo precisa sustentar. Com menos carga sobre as articulações e sobre a musculatura, movimentos que em solo dependeriam de força que a pessoa ainda não tem passam a ser executáveis.
Ao mesmo tempo, a água oferece resistência em todas as direções. Isso significa que o mesmo movimento que ficou mais fácil de iniciar continua exigindo trabalho muscular, só que de forma mais suave e distribuída.
Há um terceiro efeito, menos óbvio e muito importante: a água reduz o risco da queda. Como o corpo desce devagar dentro dela, o desequilíbrio deixa de ter a consequência que tem em solo. Isso permite levar o treino de equilíbrio até um limite que seria imprudente tentar fora da piscina, e é justamente no limite que o ganho acontece.
Em todos esses casos a indicação é individual e sai de uma avaliação. O que a água oferece é um ambiente favorável, e não um protocolo igual para todo mundo.
A sessão começa por uma avaliação do fisioterapeuta: o que a pessoa consegue fazer hoje, onde está a maior limitação, o que provoca insegurança e quais são os objetivos do período.
A partir daí, o trabalho costuma combinar adaptação ao ambiente, exercícios de controle de tronco e postura, treino de equilíbrio em diferentes profundidades e treino de marcha dentro da água, com progressão ajustada sessão a sessão.
O atendimento é individual e o fisioterapeuta permanece dentro da água junto do paciente. Em quadros neurológicos isso não é conforto, é condição de segurança: o ajuste precisa acontecer no momento em que o movimento está sendo feito.
A reabilitação neurológica costuma envolver várias frentes ao mesmo tempo: fisioterapia em solo, acompanhamento médico, às vezes fonoaudiologia e terapia ocupacional. O trabalho na água é mais uma peça desse conjunto.
O caminho mais comum é usar a água na fase em que a limitação é maior, aproveitando o que ela permite treinar, e ir transferindo esses ganhos para o solo conforme a pessoa avança. A decisão sobre essa combinação é do fisioterapeuta junto com o médico que acompanha o caso.
Não. O trabalho é feito em profundidade em que a pessoa fica de pé, com apoio do fisioterapeuta e material de flutuação quando necessário. Nadar não faz parte do tratamento.
Em quadros neurológicos, sim. A liberação do médico que acompanha o caso é o ponto de partida, porque o programa precisa considerar o diagnóstico, a fase e as medicações em uso.
Bastante. Água aquecida favorece o relaxamento muscular e ajuda a reduzir a espasticidade, o que amplia o que é possível trabalhar dentro da sessão.
Na maior parte dos casos, sim, e isso depende muito de como é a entrada da piscina. O que costuma complicar é a escada de inox encostada na borda, em que a pessoa precisa descer de costas, sem enxergar onde pisa. Na Acquativa a escada foi concretada junto com a piscina e desce até o fundo, com corrimão em toda a extensão, então a entrada é feita de frente e com apoio o tempo todo. Vale sempre verificar esse detalhe antes de começar, em qualquer lugar.
Uma ou duas sessões por semana, conforme a avaliação médica e fisioterapêutica. A maior parte dos pacientes neurológicos faz acompanhamento multidisciplinar, com várias terapias na mesma semana, então uma sessão costuma ser o que cabe na rotina. Em alguns casos a indicação é de duas.
A Acquativa atende em Joinville com fisioterapia aquática neurológica, fisioterapia ortopédica e reabilitação física e pós-operatória, em piscina aquecida e ambiente climatizado. O atendimento é individual, conduzido por fisioterapeuta.
A entrada da piscina foi pensada para quem chega com a mobilidade comprometida: a escada é concretada, desce até o fundo e tem corrimão ao longo de toda a extensão, o que permite entrar de frente e com apoio. Para avaliar se o trabalho na água se aplica ao seu caso, entre em contato.
